segunda-feira, 23 de junho de 2014

As pulseiras do F., os móveis do V. e os croissants do C.

Por motivos que (ainda) não consigo totalmente entender, muito menos explicar, o tal espírito de manada ou de "Maria vai com as outras" está para ficar. Não digo que seja mau, não digo que seja bom. Aliás, acho que é mau e acho que é bom.
Quando era adolescente, eram rotineiras as idas a pé, no final das aulas, no Maria Amália, até ao Ferreiro. E o Ferreiro era o quê? Uma loja, próximo da Basílica da Estrela, onde tudo o que era beta ou aspirante a beta comprava pulseiras metálicas feitas na hora. Lembro-me do cheiro, lembro-me dos modelos mais in das pulseiras (alfinetes de dama dobrados, simples argolas ou pulseiras com um fecho de encaixar) e da "Cruz do Ferreiro" e lembro-me de que não era bom não ter pelo menos duas ou três pulseiras do Ferreiro misturadas com fitas do Bonfim. Tudo fazia parte do equipamento de quem passava os intervalos no átrio do 1.º andar do Maria.
Anos mais tarde, foi a vez dos móveis do V., em Alcabideche. Quem montava a primeira casa, tinha de ir ao V. Quem ainda não tinha lá chegado, falava de modelos e de preços, que desconhecia, com uma assertividade que lhe permitia continuar no grupo das pulseiras do Ferreiro agora a entrar na idade adulta.
Admito que até achava graça aos adornos do Ferreiro, mas confesso que foi grande a desilusão quando finalmente visitei o V., na altura em que me instalava na minha segunda casa. Encolhi-me de vergonha por dentro quando, ao vivo e in loco, pude apreciar os verdadeiros exemplares de que tanto falara, e com tantos elogios e conhecimentos emprestados.
O último mito caiu por terra já este ano. Depois de muitas voltas ao quarteirão e de algumas desistências devido às filas compostas pelos grandes apreciadores dos míticos croissants do C., acabei por prová-los. Uma pasta mal cozida e afogada em açúcar fez-me sentir saudades dos homónimos do Continente, mas em versão classe média-baixa.
Neste momento, procuro outro mitos para que possa incluir-me.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Quem quer esquecer?


Reli, há pouco, no mural de uma prima no FaceBook, um texto de Miguel Esteves Cardoso chamado Como se esquece alguém que se ama? (http://perguntasparvas.blogs.sapo.pt/593809.html). 
 
Os amores são diferentes e o amor que o levou a essa publicação não é o mesmo que hoje me recordou a despedida  de um dos meus amores há treze anos.


 
 
Ao fim deste tempo todo, recordo-me da ofensa que significava ouvir "Tens de ser forte" e do incómodo de ver mãos estranhas e "profissionais" a tocar-lhe. Forte foi ela e fomos nós nos tempos dolorosos que antecederam a despedida.
 
Aprendi o significado da vida com essa morte. Entendo, desde esse dia, que, de facto, a vida é assim - nascer e morrer, ganhar e perder, não tomar nada por eterno (nem o bom, nem o mau).
 
Esse dia serviu apenas para saber que, a partir de então, ficava com ela sempre dentro do meu coração, onde ainda hoje continua protegida de tudo e sem sofrer.
 
Recordo-a e falo dela todos os dias. Não sei dizer se tenho saudades. Não sei dizer por palavras o que sinto. É outra coisa além de saudades. A única certeza que tenho é que não quero esquecê-la e, por isso, continuo a repetir as suas "alentejanices" e a lembrá-la sempre, sempre, sempre.


 

Dúvidas I

Bom dia [sem pontos de exclamação, nem bonequinhos].

O entusiasmo inicial é tramado, mesmo. Para o bem e para o mal, não é?
Enquanto fazia as minhas coisinhas, hoje de manhã, ia pensando que se calhar era mesmo melhor encontrar um tema para isto. Receio que se torne uma espécie de diário da Nini dos meus 15 anos [não, prima Nini, nada a ver contigo desta vez]. Qual a diferença entre o que possa vir a publicar aqui e os comentários que escrevo no FaceBook?

Fica a dúvida. Vou continuar a pensar no assunto e, por agora, volto aos programas e às planificações, e a todas essas coisas que fazem da rotina profissional dos professores um encadeamento de dias e dias à boa vida.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Viva! Tenho um blogue!

[Isto começa bem: não sei o que (não) fiz para perder a primeira publicação]


Finalmente tenho um blogue. Já andava a pensar nisto há uns tenpos, tinha título e tudo e nunca mais. Afinal o outro título já tinha dono, e tive de pensar nesta coisa das Rimas Falsas, que, afinal, tem a ver com a outra hipótese. 
Quando avisei cá em casa que vinha aí o blogue, perguntaram-me: "Qual é o tema?".  Ooops, é preciso? Tenho de ter um tema?Música,  moda, gastronomia,  gatinhos, opiniões sérias - é isso? Pois, não tenho tema. Tinha pensado mais em ir publicando ao sabor dos dias. Por agora, a única intenção é ativar o Observatório de Caxias e ver no que isto dá. 

[Vou já copiar e publicar isto, antes que fuja,  como antes]