segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Quem quer esquecer?


Reli, há pouco, no mural de uma prima no FaceBook, um texto de Miguel Esteves Cardoso chamado Como se esquece alguém que se ama? (http://perguntasparvas.blogs.sapo.pt/593809.html). 
 
Os amores são diferentes e o amor que o levou a essa publicação não é o mesmo que hoje me recordou a despedida  de um dos meus amores há treze anos.


 
 
Ao fim deste tempo todo, recordo-me da ofensa que significava ouvir "Tens de ser forte" e do incómodo de ver mãos estranhas e "profissionais" a tocar-lhe. Forte foi ela e fomos nós nos tempos dolorosos que antecederam a despedida.
 
Aprendi o significado da vida com essa morte. Entendo, desde esse dia, que, de facto, a vida é assim - nascer e morrer, ganhar e perder, não tomar nada por eterno (nem o bom, nem o mau).
 
Esse dia serviu apenas para saber que, a partir de então, ficava com ela sempre dentro do meu coração, onde ainda hoje continua protegida de tudo e sem sofrer.
 
Recordo-a e falo dela todos os dias. Não sei dizer se tenho saudades. Não sei dizer por palavras o que sinto. É outra coisa além de saudades. A única certeza que tenho é que não quero esquecê-la e, por isso, continuo a repetir as suas "alentejanices" e a lembrá-la sempre, sempre, sempre.


 

Sem comentários:

Enviar um comentário