Reli, há pouco, no mural de uma prima no FaceBook, um texto de Miguel Esteves Cardoso chamado Como se esquece alguém que se ama? (http://perguntasparvas.blogs.sapo.pt/593809.html).
Os amores são diferentes e o amor que o levou a essa publicação não é o mesmo que hoje me recordou a despedida de um dos meus amores há treze anos.
Ao fim deste tempo todo, recordo-me da ofensa que significava ouvir "Tens de ser forte" e do incómodo de ver mãos estranhas e "profissionais" a tocar-lhe. Forte foi ela e fomos nós nos tempos dolorosos que antecederam a despedida.
Aprendi o significado da vida com essa morte. Entendo, desde esse dia, que, de facto, a vida é assim - nascer e morrer, ganhar e perder, não tomar nada por eterno (nem o bom, nem o mau).
Esse dia serviu apenas para saber que, a partir de então, ficava com ela sempre dentro do meu coração, onde ainda hoje continua protegida de tudo e sem sofrer.
Recordo-a e falo dela todos os dias. Não sei dizer se tenho saudades. Não sei dizer por palavras o que sinto. É outra coisa além de saudades. A única certeza que tenho é que não quero esquecê-la e, por isso, continuo a repetir as suas "alentejanices" e a lembrá-la sempre, sempre, sempre.

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