domingo, 7 de setembro de 2014

Rimas Falsas

Creio que nunca escrevi acerca do título do meu blogue. Se calhar porque nem eu própria entendia na totalidade o que pretendia com isto e, assim, a razão do nome era mais difícil de entender e, consequentemente,  de explicar. 
Na última publicação falei em mudanças. Fiquei a matutar nisso e a epifania acerca das "Rimas Falsas" aconteceu. Acho que "Rimas Falsas" são como que um mantra que criei para que me recorde, com a frequência necessária,  que o que parece não tem de ser e que o real de agora é,  antes, uma hipótese de uma mudança a caminho de rimas que sejam verdadeiras e felizes.
Se uma metade de mim encontrou a rima perfeita e rica, a outra, com medo, ensaia-a e planeia-a cada vez com mais certeza e empenho.






sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Covent Garden e mudanças





Covent Garden.
I could live here.
 
 
[@ Covent Garden, ontem]
 
 
Da próxima vez, não esquecer de trazer um dos milhares de cadernos ou blocos que coleciono e, igualmente importante, não o arrumar no fundo da mala.
Depois de encontrar o Júlio Isidro por aqui e de me ter desfeito em lágrimas quando ouvia um concerto de cordas, pensei que I could live here (pensei em inglês, claro!). Não me refiro propriamente à "motivação Júlio Isidoro", nem à cidade de Londres. Pensei apenas que podia viver em Covent Garden. Creio que poderia ser feliz aqui, numa das lojas do mercado.
Ando para cá e para lá, há cerca de uma hora, a arrastar uma mala, a ver todas estas montras que me lembram sempre o brilho do Natal, a repetir, feliz, corredores, arcos e escadas. Sempre a arrastar a mala, mas acabo por reparar que não sou a única. Provavelmente, todos os outros que por aqui arrastam malas são meus potenciais vizinhos.
Enxugada a enxurrada lacrimal, sento-me, observo e dou de caras com uma colega do Porto, a F. Afinal já tenho vizinhos e referências por aqui. Este sentimento (forçado) de vizinhança dá consistência à minha vontade de ocupar a minha loja apesar de estar frio e de saber que em Lisboa há calor.
Talvez sejam o cansado e a ansiedade do regresso que, de novo, me fazem crer que, com o M. por cá, tudo estaria bem e assentaria por aqui.
A mudança está a preparar-se. Tanto, tanto para e por fazer e já resta tão pouco tempo.
 
 
[@ Lisboa, hoje]
Depois de rever o rio, ao almoço, a minha vontade amoleceu com o calor português.
Mas continuo a caminhar para a mudança e a não querer perder muito do que quero e para o que já não tenho assim tanto tempo.